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Julho Amarelo: Testagem e vacina podem prevenir transmissão das hepatites virais

  • associacaolenoirva
  • 29 de jul.
  • 2 min de leitura
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A campanha do Julho Amarelo tem como foco principal conscientizar a população sobre o diagnóstico precoce e o tratamento das hepatites virais, doenças que acometem o fígado e muitas vezes são silenciosas e potencialmente graves.


A coordenadora médica do Serviço de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde do Hospital Regional do Oeste (HRO), Dra. Carine Kolling, ressalta que as hepatites virais são doenças que têm uma prevalência grande na nossa região, principalmente a hepatite B, mas também a hepatite C, e muitas vezes são silenciosas, não apresentando sintomas até que a doença esteja avançada.


A infectologista destacou as diferenças entre os principais tipos de hepatite (A, B e C)  e suas formas de transmissão. A hepatite A, por exemplo, costuma estar relacionada à falta de saneamento básico, enquanto a hepatite B é transmitida principalmente por via sexual e de mãe para filho. Já a hepatite C tem sua principal forma de transmissão pelo contato com sangue contaminado. "A principal forma de prevenção da hepatite B é o uso de preservativo e a vacinação. Para a hepatite C, infelizmente a gente não tem vacina, então o principal cuidado é a testagem adequada e atenção durante a realização de procedimentos em que haja risco de exposição à sangue", frisa.


Em relação aos sintomas, a hepatite A costuma se manifestar de forma aguda, com mal-estar, febre, diarreia e olhos amarelados. Já as hepatites B e C podem permanecer assintomáticas por anos, sendo descobertas muitas vezes apenas quando já causaram complicações, como a cirrose, ou em exames de rotina. "Os sintomas acabam sendo relacionados à cirrose numa fase mais avançada. Nessa fase, pode ter acúmulo de líquido na barriga, varizes no esôfago, cansaço e sangramentos", orienta.


Quanto ao tratamento, a hepatite A geralmente se resolve sozinha. A hepatite B pode exigir acompanhamento ou tratamento contínuo nos casos crônicos. Já a hepatite C tem atualmente um tratamento altamente eficaz com comprimidos, com grande taxa de cura.


A especialista reforçou a importância da testagem, especialmente para grupos de risco como os profissionais da saúde e pessoas com vida sexual ativa. "É importante que a gente faça a testagem - da população de modo geral e dos profissionais de saúde, para que a gente tenha conhecimento de que a pessoa tem a doença e tenha a oportunidade de tratá-la", reforça.


Ela também esclarece alguns mitos sobre a transmissão da hepatite B, que é a mais prevalente em nosso meio - que não acontece, por exemplo, através da saliva (como no compartilhamento do chimarrão) ou outro tipo de contato próximo. A principal via é realmente a sexual sem uso de preservativo.


Sempre preocupado com a saúde e o bem-estar dos colaboradores, o HRO realizou ações internas de conscientização e prevenção durante todo o mês de julho, com testagem para hepatite B e C e também para HIV e Sífilis e palestra sobre o tema. 

 
 
 

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