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Campanha Março Azul Marinho conscientiza sobre Câncer Colorretal

  • associacaolenoirva
  • há 18 horas
  • 2 min de leitura

No setor de Oncologia do Hospital Regional do Oeste (HRO) o mês de março é marcado pela cor azul-marinho, uma campanha essencial para a conscientização sobre o câncer colorretal. Este é o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil, com uma estimativa de 41 mil novos casos surgindo anualmente no país, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Esta neoplasia maligna acomete os segmentos do intestino grosso, especificamente o cólon e o reto, apresentando uma alta incidência entre a população brasileira. Embora seja uma condição grave que afeta tanto homens quanto mulheres, o câncer colorretal tem chances de cura que chegam a 90% quando o diagnóstico é realizado precocemente.


O desenvolvimento do câncer colorretal está diretamente ligado ao estilo de vida e à alimentação. Entre os principais fatores de risco estão o sedentarismo, o sobrepeso, o tabagismo, o alcoolismo e a exposição à radiação, além de uma dieta pobre em fibras e rica em carnes vermelhas e processadas. A idade também é um fator relevante, sendo a doença mais comum em pessoas com mais de 50 anos, embora existam casos associados à hereditariedade quando há histórico familiar. 


Para prevenir a doença, é fundamental manter hábitos de vida saudáveis e evitar os fatores de risco mencionados. Além disso, é preciso estar atento a sinais como sangue nas fezes, anemia, perda de peso e alterações no hábito intestinal, como diarreia, constipação ou mudanças na cor e espessura das fezes.


A maior parte desses tumores tem origem em pólipos, que são pequenas lesões benignas localizadas na parede interna do intestino. O rastreio é crucial porque permite identificar e remover essas lesões antes que se tornem malignas, reduzindo drasticamente o risco de progressão da doença. O exame considerado padrão-ouro para esse acompanhamento é a colonoscopia, que possibilita o diagnóstico e a intervenção terapêutica no mesmo momento. Como alternativa de triagem inicial, existe também a pesquisa anual de sangue oculto nas fezes.


Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que o rastreamento comece aos 50 anos para a população de risco habitual. No entanto, devido ao aumento de casos em adultos mais jovens, sociedades médicas internacionais e a Sociedade Brasileira de Coloproctologia já orientam que o início do rastreio seja antecipado para os 45 anos. O objetivo central da campanha Março Azul Marinho é reforçar que o câncer de intestino tem cura e que, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as possibilidades de sucesso para o paciente.


 
 
 

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