Janeiro Verde alerta para a importância do diagnóstico precoce do câncer de colo de útero
- associacaolenoirva
- há 4 dias
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A campanha Janeiro Verde foi criada para falar sobre a conscientização e prevenção do câncer de colo do útero. Este tipo de câncer atinge a parte inferior da estrutura uterina e, em grande parte dos casos, é provocado pela infecção persistente por alguns tipos do vírus HPV, transmitido pelo contato sexual. Embora seja uma doença grave e muito comum entre as mulheres, o cenário é de esperança, pois quando o diagnóstico ocorre de forma precoce, as chances de cura são bastante altas.
Falar abertamente sobre o tema é fundamental porque a doença costuma ser silenciosa em sua fase inicial, não apresentando sintomas que sirvam de aviso imediato. Por ser uma patologia que pode ser prevenida com estratégias eficazes, a informação torna-se a principal ferramenta de proteção. Mulheres que não realizam o exame preventivo regularmente ou que não receberam a vacina contra o HPV compõem o grupo de maior risco, que também é ampliado por fatores como o tabagismo, o histórico de múltiplos parceiros sexuais e a prática de relações sexuais sem o uso de preservativos.
É preciso estar atenta aos sinais que o corpo envia, mesmo que eles só apareçam em estágios mais avançados. Sintomas como sangramento fora do período menstrual, dores na parte baixa da barriga, desconforto durante as relações sexuais ou corrimentos com cheiro forte são alertas importantes. Ao notar qualquer uma dessas alterações, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
A boa notícia é que a prevenção está ao alcance de todas. A vacina contra o HPV, disponível gratuitamente no SUS, é o primeiro passo para proteger as gerações futuras. Já para as mulheres entre 25 e 64 anos, a realização periódica do exame preventivo, o Papanicolau, é indispensável para detectar alterações celulares precocemente. Somado a isso, o uso da camisinha, as visitas regulares ao médico e a modernização dos diagnósticos através do teste de biologia molecular DNA-HPV, que é considerado a maior revolução recente no combate ao câncer de colo do útero e no Brasil está em pleno processo de implementação dessa tecnologia no SUS (com previsão de cobertura nacional até o final de 2026).



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