HRO adere ao Programa Coloplast Ativa e proporciona qualidade de vida para pacientes ostomizados
- associacaolenoirva
- 17 de abr.
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Pensando na qualidade de vida dos pacientes ostomizados, a Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira (ALVF) e o Hospital Regional do Oeste (HRO), por meio do ambulatório de lesões, realizaram uma parceria com o Programa Ativa, promovido pela empresa Coloplast. A parceria conta com o apoio das unidades básicas de saúde e do Governo do Estado de Santa Catarina.
O Programa Coloplast Ativa é um serviço de suporte personalizado que acontece de forma gratuita para pessoas com estomia ou que realizam cateterismo intermitente. Ele oferece acompanhamento especializado, dicas de rotina, informações sobre produtos e envio de amostras grátis para auxiliar na adaptação e qualidade de vida dos pacientes.
A enfermeira estomaterapeuta responsável pela Comissão de Pele de Prevenção e Tratamento de Lesões do HRO, Isabelle Cristina Silva de Andrade, conta que no momento da alta hospitalar surgem muitas dúvidas sobre os desafios que o paciente vai enfrentar nessa nova etapa de vida. “Gera um momento de medo, de como ele vai viver essa nova fase da vida sem acompanhamento, existe o receio sobre qual produto utilizar, sobre placa e bolsa. Muitos pacientes e acompanhantes recebem alta hospitalar com esse receio, acabam indo pra casa e depois passando por algumas complicações”, explica.

Com o Programa Coloplast Ativa, o paciente recebe alta já devidamente orientado e fazendo uso dos materiais necessários para que tenha uma recuperação de excelência. “Esse programa é totalmente gratuito e funciona da seguinte maneira: a enfermeira da empresa vem até o HRO e juntamente comigo, vamos aos leitos e realizamos a avaliação do paciente, verificando qual tipo de material adequado para esse paciente, que aliás é de uso individual. Esse paciente recebe um kit da empresa, e a partir desse momento, com essa avaliação realizada, nós preenchemos os formulários de preenchimento obrigatório, para que o paciente consiga retirar esse material pelo Estado, não precisando ter nenhum tipo de custo ou gasto com material. Com isso, no momento da alta do paciente, ele e o acompanhante recebem esse formulário e todas as orientações necessárias de onde retirar esse material e de como será feito esse acompanhamento também. O HRO é responsável por essa transição de cuidados, seguindo a missão da nossa instituição, que é cuidar das pessoas com segurança e humanização”, ressalta a enfermeira.
A Superintendente Assistencial do HRO, Priscila Ávila Pereira, salienta a importância de parcerias em prol dos cuidados com os pacientes. “Essa colaboração une a excelência clínica com a inovação tecnológica, proporcionando um atendimento mais seguro, humanizado e eficiente. Os pacientes passam a contar não apenas com acompanhamento especializado, mas também com acesso a dispositivos de alta qualidade, que garantem maior conforto, segurança e autonomia no dia a dia. A integração entre equipe multiprofissional e soluções modernas contribui diretamente para a reabilitação e para o bem-estar físico e emocional dos pacientes. Além disso, a iniciativa fortalece a educação em saúde, promovendo orientações contínuas tanto para pacientes quanto para seus familiares, facilitando a adaptação à nova rotina e incentivando o autocuidado. Este trabalho demonstra o compromisso conjunto da qualidade assistencial, a inovação e, sobretudo, do respeito e a dignidade de cada paciente atendido”, destaca.
Vale ressaltar que o Programa é um complemento ao atendimento médico, visando facilitar a jornada do paciente. Para Isabelle, a importância do Programa é justamente a resolução das dúvidas que ocorrem após a alta hospitalar. “Ter esse cuidado a partir da alta muda totalmente a qualidade de vida, e é importante porque muitos pensam que ser um paciente ostomizado é o fim. O Programa vem justamente pra trazer essa segurança pra quem tinha medo de como sair de casa, medo de ser exposto. Ele não precisa ter esse receio porque está seguindo um acompanhamento adequado, seguro e isso gera qualidade de vida pra ele e pro acompanhante. A intenção é que o paciente ostomizado faça o autocuidado, mas por receio isso acaba sendo deixado de lado. Quando a gente tem um profissional capacitado com ele, assim como o Programa fornece, esse acompanhamento tanto hospitalar quanto pós alta, a intenção é que ele volte a ter autonomia”, destaca.



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