HRO realiza Workshop e lança programa para inclusão de Jovens Aprendizes PCD
- associacaolenoirva
- 4 de jun.
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Sempre preocupado em acolher e construir um ambiente de trabalho inclusivo e diverso, a Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira (ALVF) realizou nesta quarta-feira (4), o Workshop “Como acolher e incluir Jovens Aprendizes PCD”. Na ocasião, também aconteceu o lançamento do “Programa Pertencer”, que tem como foco a inclusão de jovens aprendizes PCD no mercado de trabalho.
O evento reuniu gestores e colaboradores do Hospital Regional do Oeste (HRO) e do Hospital Nossa Senhora da Saúde (HNSS) e contou com a participação de representantes dos parceiros do programa: Centro de Integração Empresa-Escola de Santa Catarina (CIEE/SC) e da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Chapecó e Região Oeste (Ama Oeste).
Com a visão de que diversidade não é apenas incluir, é permitir que todos pertençam, os hospitais geridos pela ALVF querem oferecer oportunidades de formação e desenvolvimento profissional em um ambiente acolhedor, acessível e adaptado, contribuindo para a construção de uma cultura organizacional e institucional mais inclusiva e equitativa.
De acordo com o Enfermeiro do Trabalho do HRO, Lucas da Silva Matias, o Programa nasceu da identificação de lacunas na inclusão de jovens aprendizes com deficiência no ambiente de trabalho e o principal objetivo é realizar uma inclusão ética e respeitosa, sensibilizando equipes e gestores e fortalecendo um ambiente de trabalho humano e representativo.
Desenvolvido pela equipe de Medicina Ocupacional, em parceria com o RH, o projeto busca ir além do cumprimento legal e promover a diversidade como um valor institucional.
O enfermeiro destaca que para isso é essencial um ambiente seguro, adaptado e funcional para os jovens. Isso envolve entrevistas ocupacionais adaptadas, avaliações técnicas dos postos de trabalho e orientação aos gestores.
O HRO já conta com 70 colaboradores PCDs em diversas áreas da instituição e, dentre eles, seis são jovens aprendizes com algum tipo de deficiência. O programa também será expandido para o HNSS em breve. “A expectativa é ampliar o número com responsabilidade e sensibilidade. Além disso, a escuta ativa e o acolhimento humanizado são essenciais para fortalecer vínculos e promover saúde mental e emocional”, afirma.
Eduardo Franceschi, Gerente de RH da ALVF, reforça que o programa tem como propósito contribuir para uma sociedade mais inclusiva, tendo como foco a formação cidadã das novas gerações e o estímulo à independência das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Segundo o gerente, a iniciativa está em fase de preparo da equipe de suporte, com capacitações conduzidas pelas áreas de RH, Saúde Ocupacional e Psicologia Organizacional voltadas aos gestores que receberão os jovens aprendizes. Além disso, estão sendo feitas adaptações nos postos de trabalho, com foco em acessibilidade.
Eduardo também destaca o papel central do RH nesse processo. “Uma área de Recursos Humanos alinhada ao planejamento estratégico da organização tem a responsabilidade de promover a cultura inclusiva e fortalecer o compromisso com a responsabilidade social”, afirma.
Para isso, ele reforça que o diálogo é um componente essencial, gerando proximidade, sensibilizando e engajando os envolvidos com propósito e clareza de papéis.



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